Enquanto perde mais apoios no próprio partido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vê crescer entre os opositores o movimento por uma saída antecipada da Casa Branca. Neste domingo, 10, foi a vez do senador republicano Pat Toomey, da Pensilvânia, afirmar que Trump deve renunciar ao cargo. Para o parlamentar, o atual presidente precisa enfrentar as consequências por incentivar a mobilização, incluindo a possibilidade de processos na esfera criminal. A presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, afirmou que eles tentarão aprovar por consentimento unânime uma resolução pedindo que o vice-presidente, Mike Pence, e o gabinete do governo removam Donald Trump da Presidência. Apenas após esse procedimento a Casa segue para decidir sobre impeachment. Segundo o líder da maioria democrata na Câmara, James Clyburn, um ou mais processos de destituição chegarão ao plenário nos próximos dias.

Apesar da mobilização, analistas acreditam que não há tempo hábil para votar o afastamento até a posse de Joe Biden, em 20 de janeiro. A segurança da cerimônia é motivo de preocupação no país. Segundo o jornal The Washington Post, já há convocações para novos protestos em todos os estados americanos durante a solenidade, incluindo um ato intitulado “Marcha Armada em Todas as Capitais”. Neste domingo, os departamentos de polícia da Virgínia e do Estado de Washington colocaram policiais de licença enquanto investigam se eles teriam participado da invasão ao Capitólio enquanto estavam de folga, na semana passada. Os bombeiros da Flórida e da cidade de Nova York também apuram se alguns agentes estariam envolvidos no ataque ao Congresso, que deixou pelo menos cinco mortos. Até o momento, mais de 100 pessoas já foram presas.

*Com informações da repórter Letícia Santini