O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, visitou nesta terça-feira, 12, o muro que está sendo construído na fronteira do Texas com o México. O ponto escolhido para a visitação foi a cidade de Alamo, onde Trump afirmou que a construção aumentou a segurança na região e sugeriu sem apresentar provas que “terroristas do Oriente Médio” estavam entrando em território norte-americano através do mexicano. “O próximo governo não pode derrubar este muro”, acrescentou. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Judd Deere, a viagem foi realizada para celebrar os esforços da administração de Trump para reformar o “sistema falido de imigração”.

Primeiro ato oficial do presidente desde a invasão do Capitólio por seus apoiadores no último dia 6, ato que deixou cinco mortos, a ida à Alamo também marca a construção de 640 quilômetros de extensão da barreira. A construção do muro era uma das principais promessas de campanha de Trump que, no entanto, garantia que 819 quilômetros seriam erguidos até o fim do seu mandato. Enquanto isso, Trump permanece em relativo silêncio. Suas contas no Twitter e no Facebook foram suspensas na sexta-feira, 8, por incitação a violência.

Antes de embarcar para a fronteira com o México, Trump disse que o pedido de impeachment contra ele é a “maior caça às bruxas da história da política”. “É ridículo, é absolutamente ridículo. Esse impeachment está causando uma tremenda raiva. É algo terrível o que eles estão fazendo”, reiterou. Trump falou por mais de uma vez que não quer ver violência, mas insinuou que os atos cometidos pelos democratas podem irritar os norte-americanos. “Para Nancy Pelosi e Chuck Schumer [representante da Câmara e senador dos EUA] continuarem nesse caminho, eu acho que está causando um tremendo perigo para o nosso país. Está causando uma enorme raiva. Eu não quero violência”, disse, encerrando a fala com os jornalistas.