Um juiz da Indiana bloqueou nesta terça-feira, 12, a execução da única mulher dos Estados Unidos no corredor da morte. Lisa Montgomery, de 52 anos, foi condenada após um assassinato cometido no ano de 2004. Na ocasião, ela matou uma mulher grávida para roubar o bebê dela. A execução de Lisa tinha sido adiantada para esta quarta, última semana do presidente Donald Trump no poder, já que a partir do dia 20, com um novo governo democrata, a pena de morte pode ser dificultada no país. Montgomery deveria ter sido executada no Complexo Correcional Federal em Terre Haute, Indiana, em dezembro de 2020, mas o juiz Randolph Moss suspendeu a execução depois que os advogados de defesa contraíram coronavírus visitando sua cliente e pediram que o prazo para entrar com um pedido de clemência fosse prorrogado.

A decisão da suspensão da execução foi derrubada no começo do ano, mas agora, com outra decisão proferida pelo juiz federal James Patrick Hanlon, a mulher deve passar por uma nova audiência para determinar se ela tem ou não capacidade mental para responder pelos próprios atos. Segundo médicos que já examinaram a mulher, ela sofre de transtorno bipolar, tem alucinações e demonstra momentos de oscilação de consciência sobre se o bebê que ela sequestrou é filho da mulher que ela matou ou dela mesma. Segundo relatos médicos, constantemente Montgomery afirmaria que conversa com Deus.