Uma coalisão composta por mais de 30 democratas está pedindo uma investigação sobre uma visita suspeita ao Capitólio no dia 5, um dia antes da invasão por apoiadores do presidente Donald Trump. O grupo, liderado pela deputada Mikie Sherrill, afirma ter testemunhado “um número extremamente alto de grupos externos do complexo” naquela data, o que seria incomum porque o Capitólio está fechado para visitações desde março devido à pandemia do novo coronavírus. Em carta enviada às autoridades da polícia e da segurança, os democratas dizem ainda que alguns desses visitantes “pareciam estar associados” ao comício pró-Trump “Stop the Steal” (em inglês, “pare o roubo”). O conteúdo foi compartilhado no Twitter de Sherrill nesta quarta-feira, 13.

“Os membros do grupo que atacou o Capitólio pareciam ter um conhecimento extraordinariamente detalhado do layout do complexo do Capitólio. (…) Dados os eventos de 6 de janeiro, os laços entre esses grupos dentro do Complexo do Capitólio e os ataques ao Capitólio precisam ser investigados”, reiteraram os democratas. A coalisão liderada por Mikie Sherrill não está sozinha nas acusações de eventos suspeitos um dia antes da invasão ao Capitólio. A chefe de gabinete da congressista Ayanna Pressley, Sarah Groh, disse ao jornal The Boston Globe que todos os botões de pânico foram retirados do escritório onde trabalha antes do ataque.