Insônia, cansaço extremo, dores no corpo e muita dor de cabeça. Esses foram os principais problemas com os quais a assistente administrativa Camila Brocco passou a conviver após ser infectada pela coronavírus em dezembro do ano passado. Com o incômodo frequente de todos os sintomas, ela resolveu procurar auxílio na acupuntura, técnica tradicional chinesa de tratamento com agulhas. “Estou fazendo desde janeiro e as mudanças principais é a melhoria do sono, porque com o pós-Covid a insônia bateu forte, diminuição nas crises de dor de cabeça, que acabaram ficando mais frequentes, diminuição de dor no corpo, esse cansaço que a gente sente muito no pós-Covid melhorou, assim, 70%. Essas agulhinhas são bentas, não é possível. Elas são milagrosas”, relata. O caso de Camila é mais comum do que se imagina: um estudo publicado na revista The Lancet demonstra que 75% dos pacientes de Covid-19 apresentaram pelo menos um sintoma seis meses após a doença. O mais comum é a fadiga muscular, presente em 63% dos infectados, seguido pela dificuldade para dormir, encontrada em 26% deles, e pela ansiedade e depressão, em 23% dos pacientes.

O diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, Marcus Pai, explica que a acupuntura opera, principalmente, de forma analgésica, anti-inflamatória e relaxante muscular. “A acupuntura tem realizado um tratamento complementar. Lembrar sempre que Covid longa, infelizmente, ainda existem Poços dados, a gente não sabe ainda como tratar, o tratamento envolve remédio, fisioterapia respiratória e motora e acupuntura. Quando a pessoa tem o sintoma pelo menos há um mês ou sintomas que estão afetando ela todo dia, a gente pede para começar o tratamento duas vezes na semana. É como remédio, você tem que tomar na dose certa, na frequência certa para fazer efeito”, explica. O especialista alerta que, para cada tipo de sintoma, há uma indicação; por isso, é importante consultar o médico para que ele decida o melhor método para cada situação.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini