A prefeitura de São Paulo bateu o martelo sobre uma questão que se arrastava há décadas: o Parque Augusta. A administração municipal agora cravou que o espaço será entregue no mês de julho. O local se resume em um quarteirão entre as ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá, equivalente a 23 mil m². A proposta é que o espaço inclua um bosque, área para atividades físicas, arquibancada para apresentações e cachorródromo. O destaque fica para a preservação da história, com a restauração do portal e da casa que existia no local. Nas escavações e construção do parque foram encontrados mais de dois mil materiais arqueológicos datados de séculos passados, entre louças, vidros, cerâmica e metais. O local é considerado de utilidade pública pela prefeitura desde 1970 e há décadas o terreno é alvo de disputa entre os proprietários, que desejavam dar destinação imobiliária, e o poder público. Nos últimos anos, João Doria, quando prefeito da capital paulista, fez um acordo com as construtoras e trocou o espaço por um terreno público na Marginal Pinheiros. As obras demoraram por conta do potencial arqueológico da área, que precisou passar por análises e cuidados especiais.

*Com informações do repórter Fernando Martins