O presidente Jair Bolsonaro anunciou, neste sábado, 8, em seu perfil nas redes sociais, a distribuição de 1,1 milhão de imunizantes da Pfizer para as 27 capitais do país a partir da próxima segunda-feira. Além da vacina desenvolvida pelos laboratórios americano e alemão, Bolsonaro assegurou, ainda, que todos os estados e o Distrito Federal começarão a receber nova remessa com 3,9 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford. Destas, 1.797.600 doses serão distribuídas aos estados da região Sul, 984.100 serão enviadas à região Nordeste, 624.300 ao Sul, 294.100 ao  Centro Oeste e 281.400 para a região Norte. 

Segundo o vice-presidente da Fiocruz – responsável pelo envase da vacina de Oxford no Brasil -, Mário Moreira, a instituição deverá assinar em até duas semanas o contrato de transferência de tecnologia que vai permitir a produção da matéria-prima para a fabricação da vacina da Universidade de Oxford no Brasil. “Tem alguns detalhes técnicos, evidente, mas a nossa expectativa é de que no dia 15 de maio a gente comece a produção nacional e, lembrando, há um processo, uma trajetória regulatória, que nós vamos ter que produzir uma série de lotes de validação, acertados com os procedimentos internacionais. A partir daí a gente já começa a produzir em escala industrial”, afirmou. A previsão é de que até outubro todo o processo seja finalizado e a Fiocruz forneça cerca de 200 milhões de doses ao Ministério da Saúde.

Ação multilateral

Na última sexta-feira, 7, os ministérios das Relações Exteriores, da Economia, da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovações  divulgaram nota conjunta à imprensa em apoio à disposição dos Estados Unidos em negociar, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), solução multilateral que contribua para o combate à Covid-19. O objetivo é intensificar esforços para aumentar a produção e distribuição de insumos e vacinas em âmbito global. “O Brasil compartilha o objetivo expresso pela Representante Comercial do Governo dos EUA, Embaixadora Katherine Tai, de prover vacinas seguras e eficientes ao maior número de pessoas possível no menor intervalo de tempo possível, diz a nota.

Para isso, segundo os ministérios, será fundamental contar com o engajamento, cooperação e parceria dos detentores de tecnologias para a produção de vacinas de maneira a viabilizar sua produção no Brasil e demais países em desenvolvimento. “Em particular, o Brasil discutirá, em maior profundidade, com os EUA, sua nova posição e suas implicações práticas para facilitar amplo e urgente acesso a vacinas e medicamentos no combate à COVID-19”. No documento, o governo brasileiro reforçou o apoio ao licenciamento compulsório  temporário de patentes como forma de acelerar a imunização da população.