Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 10, o presidente Jair Bolsonaro comentou a polêmica fala do presidente da Argentina, Alberto Fernández, que afirmou que “brasileiros saíram da selva” durante um discurso. Segundo Bolsonaro, a única rivalidade entre os dois países é registrada nas quatro linhas de um campo de futebol e ele “levou na brincadeira” a fala do vizinho. “Quero o melhor para a Argentina, porque, afinal de contas, quando temos vizinhos prosperando é sinal que isso é bom para todo mundo. Eu lembro que quando assumiu o Maduro com a morte do Chávez, o Maduro certa vez falou que recebia visita de passarinhos encarnados como se fosse Hugo Chávez e ele conversava com os passarinhos. Eu acho que o Maduro e o Fernández, esses dois aqui, com todo respeito aos argentinos, não tem vacina para curar do socialismo, da questão bastante retrógrada que está na cabeça dessas duas pessoas aí”, opinou.

O presidente falou mais uma vez da realização da Copa América no Brasil, lembrou que o Japão, país que sediará as Olimpíadas de 2021, tem poucas pessoas imunizadas contra a Covid-19 e propôs que o programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, falasse sobre a questão da vacinação no país asiático. Bolsonaro também pediu que o programa o ajudasse a decidir se, caso fosse convidado pela Conmebol para assistir à primeira partida da Copa América, deveria ir ao local. “Qualquer um pode me criticar, menos quem vai assistir na televisão. Se não fosse eu, o Governo Federal, dar o sinal verde, dificilmente outro país da América do Sul estaria em condições de patrocinar a Copa América. Vou ou não vou no jogo de domingo caso venha a ser convidado pela Conmebol? Espero que o programa ‘Pingos Nos Is’ me dê um norte de se posso ir ou não. Se for, obviamente, vou torcer para o Brasil. Em momento nenhum nosso governo interferiu em trocar técnico ou nao trocar, convocar ou não convocar jogador, o nosso trabalho foi apenas focado em cima daquilo que cabia a mim”, afirmou o presidente. Ele ainda disse que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, foi quem entrou em contato com ele para perguntar sobre a possibilidade do país ser sede após recusa da Colômbia e da Argentina. “Em poucos minutos eu disse que sim”, explicou.