Uma perspectiva com números alarmantes. “Segundo dados do Ministério da Saúde, 15 pessoas vão morrer de fome no Brasil até o fim do dia de hoje. Não é possível esperar mais um dia”, conta a vereadora Janaina Lima (Novo). A parlamentar defende a necessidade da formulação de políticas públicas voltadas para o combate esse expressivo problema na cidade de São Paulo e que tem sido um grande desafio. Com isso, uma Frente Parlamentar contra a Fome foi criada na Câmara Municipal para unir o poder Legislativo à sociedade civil e a outros órgãos públicos com o objetivo de entregar resultados às comunidades mais carentes.

A secretária municipal de desenvolvimento da capital paulista, Aline Cardoso fala sobre a importância das doações e acrescenta que esta discussão tem que ser permanente. “Mesmo passando essa crise, e ela vai passar logo, ficar atento ao tema da alimentação na cidade de São Paulo. Nós temos o banco de alimentos que, nesse momento, precisa de doações. O banco de alimentos está com um nível muito baixo de doações. Atendemos mais de 150 mil famílias e precisamos de doação”, disse. A meta da Frente é atender o mais o mais rápido possível as pessoas mais necessitadas. O entendimento é que todos os atores engajados na sociedade são fundamentais para transpor as barreiras e tentar assegurar uma alimentação digna das famílias.

A chef de cozinha, Morena Leite fala sobre a relevância das marmitas, as chamadas quentinhas. “A gente entende que distribuir cesta básica é muito importante, mas existem pessoas que não conseguem ter o gás para produzir essa comida. Então fazer quentinhas e marmitas a gente também participou de um projeto com a prefeitura onde entregávamos quentinhas.” Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10 milhões de pessoas passam fome no Brasil e a pandemia de Covid-19 em escala global agravou o problema.

*Com informações do repórter Daniel Lian