A defesa do vereador Doutor Jairinho e de Monique Medeiros, padrasto e mãe do menino Henry Borel, morto no dia 8 de março em caso ainda não elucidado pela polícia, criou contas nas redes sociais Instagram e YouTube para falar “esclarecer perguntas” sobre o caso. A conta na rede social de Zuckerberg, que tinha nove publicações até a tarde desta quarta-feira, 7, traz vídeos feitos pelo advogado André França Barreto, um texto que seria de autoria do casal e algumas fotos do menino antes da morte. “Não há nada a ser ocultado, não há assunto espinhoso, não há nada que os constranja. A intenção é a todo momento responder a perguntas e colocar ao público geral tudo o que tem se passado”, afirmou o advogado.

Outros vídeos também falavam sobre a possibilidade de uma criança morrer em um acidente doméstico, sobre a relação do casal com a criança e até mesmo sobre as acusações feitas por uma mulher chamada de “Natasha”, ex-namorada de Jairinho que o acusou de agredir a filha dele. “Ela, muito apaixonada, chegou a tatuar o nome do vereador no seu antebraço. Após o Jairinho decidir que não ia terminar seu relacionamento para seguir com a Natasha, ela iniciou uma perseguição”, afirmou França Barreto. As fotos também mostram registros do menino no primeiro dia de aula e em uma viagem com o casal.

Morte do menino Henry

Henry Borel era filho do engenheiro Leniel Borel e da professora Monique Medeiros, tinha 4 anos e morreu na madrugada do dia 8 de março antes mesmo de dar entrada em um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro com sinais de violência. No dia anterior à morte, o menino tinha passado o fim de semana com o pai e foi devolvido à mãe. Em período de adaptação à nova rotina familiar, ele teria apresentado resistência em voltar para casa, algo que seria habitual após uma temporada com o pai. Na noite da morte, Henry teria sido colocado para dormir enquanto o casal assistia a uma série na sala de casa. Para evitar que a criança acordasse, Jairinho e Monique teriam ido até o quarto de hóspedes do apartamento, local no qual o vereador, que também é médico, teria tomado um remédio para dormir e entrado em sono profundo. Nesse momento, a mãe da criança afirmou ter ouvido um barulho e corrido até o quarto do menino, onde teria o encontrado no chão com os olhos revirados. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou uma série de lesões internas e lacerações no corpo da criança, o que, segundo fontes ouvidas pela Jovem Pan, podem ser sinal de que a criança foi espancada. A causa da morte de Henry foi hemorragia interna e uma laceração no fígado, ambos resultados de ação contundente. Apesar das evidências de espancamento, a polícia ainda não concluiu as investigações do caso e não pode afirmar com certeza que o garoto foi vítima de uma ação violenta.