Os advogados de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto no Rio de Janeiro no dia 8 de março, protocolaram nesta quarta-feira, 14, um requerimento para que a professora fosse interrogada novamente pela polícia após trocar de defesa. Eles também fizeram o primeiro contato com o delegado responsável pelo inquérito, Henrique Damasceno, para ter acesso ao conteúdo das investigações do crime e deverão conversar com a imprensa na saída da 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca. A professora, que a princípio era representada pelo mesmo advogado de Dr. Jairinho, André França Barreto, trocou de defesa na última segunda-feira, 12, e passou a ser acompanhada pelos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad.

Ao assumir o caso, o criminalista Minagé, que já atuou como advogado de defesa de Eduardo Cunha, afirmou que a única estratégia do time é “atuar com a verdade e trabalhar com os fatos”. Monique está presa desde a última quinta-feira, 8, por suspeita de atrapalhar as investigações do crime da morte do próprio filho. A babá da família, que em primeiro depoimento à polícia disse que nunca presenciou maus tratos ao menino dentro da casa da mãe e do padrasto, Dr. Jairinho, prestou novo depoimento contando das agressões sofridas pelo garoto, afirmou que se sentiu ameaçada após o crime e por isso teria mentido na primeira conversa com o delegado. A polícia do Rio de Janeiro afirma que não tem dúvidas sobre a autoria do padrasto da criança, que também está preso, mas determinou somente a prisão temporária porque aguarda o recebimento de laudos periciais e o término das investigações. Pelo menos outras três testemunhas devem ser ouvidas ao longo desta semana.