A fase mais restritiva para bares e restaurantes em São Paulo começa nesta segunda-feira, 15. E os empresários
do setor falam “em extermínio das empresas” após um ano de pandemia. A Fase Emergencial proíbe o cliente de retirar seu pedido na loja e é considerada fatal para a sobrevivência dos endereços, avalia Egberton Sabóia, do Daiki Sushi. “O delivery, embora ele seja mais uma alternativa de venda, ele não serve para você fechar as contas do seu estabelecimento no final do mês. A gente, como uma empresa que trabalhamos com salão e delivery, o delivery serve para ajudar.”

E para complicar, os bares e restaurantes apontam o aumento de preços, o que prejudica ainda mais a chance de manter as portas abertas, explica Laurent Abadie, da Pizzaria Jolly. “Os insumos estão ficando cada vez mais caros e o nosso preço de venda, de forma geral, está descendo porque temos que fazer promoção, temos que encontrar um jeito de conquistar o cliente nesse período difícil. Então a situação que estamos é bem crítica e está ficando cada vez mais crítica”, afirmou. A fase mais restritiva do Plano São Paulo segue até o dia 30 de março, mas fundamentalmente depende do recuo dos casos de Covid-19 no Estado, o que não significa uma reabertura imediata no período pelo colapso nos leitos de UTIs nas redes hospitalares pública e privada. Nesta segunda, o governador João Doria afirmou que não descarta adotar uma fase ainda mais restritiva e garantiu que não hesitará em adotar todas as medidas que forem necessárias para a proteção da população.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos