Robôs estão ajudando no combate a Covid-19 em Pernambuco. O Aurora 2.0, como foi batizado pelos pesquisadores, usa inteligência artificial e radiação ultravioleta para desinfetar ambientes e livrá-los de microrganismos como o novo coronavírus. O dispositivo foi criado por pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste e do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). A eficácia do robô já foi comprovada e o protocolo de uso aprovado pelo Ministério da Saúde e pelo comitê de ética da UFPE.

Agora, ele já pode entrar em ação. Leandro Almeida, coordenador do projeto e pesquisador da UFPE, explica que o Aurora desinfeta tanto o ar quanto as superfícies. “A partir do momento que ele entra no ambiente e essa radiação entra em atividade, precisam de poucos minutos para que o vírus seja inativado — estejam eles em superfícies, no ar, em paredes, persianas. Para uma sala de 25 metros, leva cerca de 10 minutos.” O importante, ao usar o equipamento, é que ninguém esteja no mesmo ambiente ou que se protejam atrás de uma porta ou um vidro. Depois de o robô ser desligado, as pessoas podem entrar no local desinfetado sem risco. Atualmente, um deles está Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. A expectativa é entregar outros dez até o fim de maio e levá-los para outros ambientes da sociedade, como escritórios e escolas. O pesquisador do Instituto Federal de Pernambuco, Frederico Duarte, diz que o Aurora também pode ser usado para combater outros tipos de doença.

“A gente idealizou e construiu a solução pensando no momento da pandemia da Covid-19. Mas é uma solução que a gente espera que seja utilizada mesmo que a pandemia acabe para combater outros tipos de agentes patogênicos. A ideia é que o equipamento também funcione para auxiliar no combate nesse tipo de infecção. Hoje o foco maior é a Covid-19, mas é uma solução que ela se adapta para outros protocolos de higienização e desinfecção de ambientes.” Agora, o objetivo dos pesquisadores é produzir ainda mais dispositivos em pouco tempo e com baixo custo. Para isso, a equipe busca parcerias tanto para experimentos, como já negocia, por exemplo, com hospitais e escolas em São Paulo, como para angariar recursos.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini