Em meio a problemas de desabastecimento de oxigênio em vários Estados brasileiros, incluindo São Paulo, o governador João Doria afirmou, na noite deste sábado, 20, que a Secretaria de Saúde está negociando com os maiores fabricantes de oxigênio do país novos contratos para garantir o fornecimento adicional aos hospitais estaduais. “Nesta segunda-feira, às 9h, teremos nova reunião com empresas do setor”, informou Doria.

Por falta de cilindros, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ermelino Matarazzo, localizada na Zona Leste de São Paulo, precisou transferir dez pacientes durante a noite desta sexta. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que os dez pacientes transferidos seguiram normalmente seus tratamentos, sete no Hospital Municipal Professor Waldomiro de Paula, o Itaquera, e os outros três na AME Luiz Roberto Barradas Barata. Associações e prefeitos também relatam a falta de medicamentos fundamentais para o tratamento de pacientes contagiados pela Covid-19.

De acordo com um levantamento nacional da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), alguns dos medicamentos necessários para intubação teriam o estoque médio suficiente para apenas quatro dias. Neste sábado, 20, metade deste prazo já havia passado. Desta forma, está estabelecida a contagem regressiva de 24 horas para o fim do estoque de medicamentos para intubação na rede privada, entre eles o anestésico propofol, o bloqueador neuromuscular cisatracurio e o Atracúrio, um relaxante muscular que facilita a intubação. Além deles, resta menos de uma semana de estoque do remédio Rocurônio, que favorece a respiração artificial, 11 dias do indutor de sono Midazolam e 16 dias de Fenatanila, um medicamento utilizado para aliviar dores intensas.