A possiblidade de lockdown na cidade do Rio de Janeiro já está sendo discutida pelas autoridades cariocas e fluminenses. Nas últimas horas houve conversas entre o prefeito da cidade, Eduardo Paes, e o governador Claudio Castro. A ideia brotou do prefeito, que quer que o Estado adote medidas semelhantes para que elas surtam efeito efetivo. É o momento de recorde nas internações nas UTIs, taxa de ocupação batendo quase o limite e uma espécie de terceira onda da pandemia se formando.

Outras medidas também já foram sugeridas, entre elas a permissão da permanência das pessoas nas praias e a redução do funcionamento de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro e em municípios vizinhos. O próprio prefeito Eduardo Paes disse nas últimas horas que está discutindo a possiblidade de fechar tudo. Uma decisão já foi tomada: em abril, ele pretende antecipar os feriados para, de certa forma, tentar minimizar os efeitos negativos da nova onda da pandemia da Covid-19. Para especialistas como o infectologista Roberto Medronho, medidas rígidas precisam ser tomadas rapidamente. “Nós precisamos, urgentemente, que as autoridades de saúde deste país façam o seu dever. Ouçam a ciência efetivamente, decretem as medidas que são fundamentais para salvar vidas.”

Além do lockdown, a Prefeitura do Rio de Janeiro discute ainda a criação de barreiras sanitárias no acesso a capital e até mesmo a proibição da entrada de turistas durante determinado período. Paralelamente, na Câmara municipal, o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, apresentou um projeto de lei que criar obstáculos para um eventual decreto de lockdown na cidade. Em meio a discussão, a Prefeitura do Rio divulgou um novo calendário de imunização. As pessoas com 70 anos ou mais serão vacinadas até o começo de abril.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga