O ex-deputado estadual, Jorge Picciani, faleceu na madrugada desta sexta-feira, 14. A informação foi confirmada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o parlamentar tinha 66 anos e estava internado no Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, em São Paulo, para tratamento de um câncer. Em nota enviada à Jovem Pan, o MDB lamentou o falecimento do político e prestou condolências aos amigos e famíliares. “Lamentamos a morte do ex-deputado estadual Jorge Picciani (RJ), vítima de câncer. Com origem no PDT, ingressou no MDB em 1995”, diz comunicado da Executiva Nacional da legenda. “Nosso abraço a todos do MDB do Rio, em especial ao presidente do diretório Leonardo Picciani e familiares”, completa a mensagem. O político tinha quatro filhos, sendo dois deles também da vida pública: o deputado federal Leonardo Picciani e o deputado estadual Rafael Picciani.

Jorge Picciani iniciou sua carreira política em 1990, quando foi eleito deputado estadual fluminense por cinco mandatos consecutivos. Foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de 2003 a 2010. O político ainda chegou a ser secretário de Esportes e presidente da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (SUDERJ) durante o governo de Leonel Brizola, em 1993. Em 2010, tentou se eleger como senador do Estado do Rio de Janeiro, mas não obteve votos suficientes. Em 2014, foi eleito deputado estadual pela sexta vez. Nesse meio tempo, o parlamentar foi presidente do diretório estadual do PMDB. De volta à Alerj, Picciani reassumiu a presidência da Casa em 2015. Em 2017, o político foi diagnosticado com câncer na bexiga. No mesmo ano, ele foi preso preventivamente durante a Operação Cadeia Velha.

De acordo com a investigação, Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo utilizavam seus os postos da Alerj para favorecer empresários ligados à Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) em troca de propinas. Meses depois, o político foi transferido para prisão domiciliar em virtude do seu tratamento contra o câncer. No seguinte, porém, a Polícia Federal expediu um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado federal no âmbito da Operação Furna da Onça. A ação mira esquema de compra de apoio político de parlamentares por uma organização criminosa chefiada pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. Em 2019, Picciani foi condenado a 21 anos de reclusão e pagamento de multa de R$ 11 milhões por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.