Os prefeitos e prefeitas consorciados ao Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades), por meio da Frente Nacional de Prefeitos, disseram que foi vista com “surpresa” e “decepção” a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de negar, na noite de segunda-feira, 27, a liberação da importação da vacina Sputnik V. O Conectar, que está em negociação com o Fundo Soberano Russo para a aquisição de 30 milhões de doses ao longo de 2021, afirmou que irá “reavaliar os termos da negociação contratual em busca de uma solução que acelere o calendário de imunização das cidades brasileiras”. O consórcio reúne mais de 2 mil cidades que, juntas, representam mais de 150 milhões de brasileiros.

O grupo ainda informou que, para manter o cronograma vacinal inicialmente planejado, está negociando com outros possíveis fornecedores internacionais “com potencial de atendimento às demandas brasileiras por imunizantes”. A nota, no entanto, não informa quais são as farmacêuticas que estão sendo sondados pelo consórcio. Em relação à vacina russa, a Anvisa argumentou que, passados 20 dias do pedido de importação, os Estados interessados no imunizante não protocolaram o relatório técnico da vacina. Além disso, os diretores disseram que existem “lacunas” de informação sobre a Sputnik V.