Os governadores calculam que o Brasil terá 80 milhões de vacinados até agosto, quando o ideal seria a marca de 130 milhões. Os Estados avaliam que mais doses estarão disponíveis no segundo semestre. A demanda pelos imunizantes contra Covid-19 deverá cair nos próximos meses em países como Estados Unidos, Israel e Reino Unido. O presidente do Consórcio Nordeste, governador do Piauí, Wellington Dias, voltou a defender um esforço do Brasil em favor das vacinas. “O ideal é chegar com mais ou menos 130 milhões de pessoas vacinadas. Temos que encontrar mais aproximadamente 100 milhões de doses do que aquelas que estão colocadas, para pelo menos próximo dos países de primeira área de vacinação chegaram, possam alcançar”, disse. Em audiência no Senado Federal nesta segunda-feira, 11, Wellington Dias voltou a criticar a Anvisa pela demora em liberar a Sputnik V.

Na mesma ocasião, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, lamentou o atraso na entrega de vacinas. “Estamos com 128 mil pessoas na fila para a segunda dose da CoronaVac, porque nós tivemos uma diminuição da entrega da CoronaVac a nível Brasil. Então ocorrendo em todos os Estados brasileiros e se a gente não tiver prevenção com baixo nível de vacinação, ela pode voltar com as novas variantes que estamos vendo. A energia que estão sendo desprendidas por todos nós é vacina”, afirmou o governador, que teme pela demora na chegada ao Brasil do princípio ativo produzido por China e Índia.

Na audiência, o governador do Maranhão, Flávio Dino, comemorou a queda de quase 30 pontos percentuais na ocupação de leitos de UTI do começo do ano pra cá, mas alertou: “Nós temos um momento de menor tensão, mas não é um momento que pode levar ao relaxamento. Ao contrário, creio que é muito importante que todos e todas nos debrucemos quanto à manutenção da operacionalidade e aprimoramento da capacidade hospitalar para que possamos enfrentar, talvez, novos ciclos epidemiológicos”, ressaltou. Os Estados também alertam para possível falta de insumos, como respiradores e “kit intubação“, no caso de uma terceira onda do coronavírus.

*Com informações da repórter Nanny Cox