O governo de São Paulo garante que não vai faltar oxigênio no Estado. A afirmação foi feita pelo presidente do InvesteSP, Wilson Mello, nesta segunda-feira, 22, após reunião de representantes estaduais com oito empresas privadas para tratar sobre o fornecimento adicional do insumo. Mello garantiu que os atuais contratos serão todos cumpridos. Segundo ele, o problema está no abastecimento de oxigênio para os novos leitos que serão abertos até o fim do mês. A estimativa é que mais de 400 novas unidades hospitalares sejam habilitadas.

Wilson Mello explicou ainda que os grandes hospitais do Estado possuem tanques de oxigênio que são reabastecidos periodicamente. Já as unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBS), de responsabilidade municipal, precisam de cilindros de oxigênio, o que está em falta. Para resolver a situação, São Paulo pede a doação ou empréstimo de cilindros por empresas privadas ou universidades, para que não aconteça um colapso na saúde pela falta do insumo. Ao todo, segundo o governo, são necessários três mil cilindros.

Além disso, a gestão estadual também fechou acordo com a Ambev para a instalação de uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto. O objetivo é que o local faça o envasamento dos cilindros para a rede público do Estado e do municípios. A previsão é que a instalação da usina aconteça nos próximos 10 dias. A reunião do governo de São Paulo com representantes de empresas responsáveis pelo fornecimento de oxigênio aconteceu dois dias depois da capital paulista sinalizar, pela primeira vez, para a possível falta do insumo. Dez pacientes foram transferidos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste da capital paulista, por problemas no fornecimento de oxigênio.