Atualmente, o Acre lida com muitos problemas sérios de uma só vez. Além da pandemia de Covid-19, o estado também enfrenta inundações que deixam milhares de desabrigados, surto de dengue e crise migratória. Segundo Tião Bocalom, prefeito da cidade de Rio Branco, capital do Acre, evento foi atípico e aconteceu rapidamente. “O rio Acre teve uma enchente muito rápida. Aconteceu da noite para o dia, alagou muita coisa, as pessoas perderam muitas coisas. Esse é um evento que a gente não consegue prever. Há 17 anos não acontecia um evento desses. Infelizmente, ali foram mais de 3 mil famílias atingidas”, afirmou Bocalom em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan. Em relação às causas das enchentes, o prefeito de Rio Branco atribuiu a fenômenos naturais. “Não podemos dizer se houve desmatamento, essa coisa que sempre se falou. Nos meus 67 anos, sempre observei que, de repente, num ano chove muito mais, no outro chove menos, e assim vai. Então não dá para ficar com essa história de que desmatou muito. Porque, na realidade, o nosso clima muda o tempo todo.”

Como se não bastasse isso, a tarefa de cuidar dos atingidos pelas enchentes ficou ainda mais complicada por causa da pandemia. “Uma coisa bem diferente de anos anteriores é tratar tudo com relação à Covid-19. No momento em que você tira as famílias e leva para os aposentos novos, onde a gente dá o suporte a elas, você precisa pensar no distanciamento, precisa verificar se as pessoas têm algum sinal de que estão infectadas, se não estão. Se estão, tem que separar. Um evento totalmente diferente dos anos anteriores”, acrescentou o prefeito de Rio Branco. Tião Bocalom ainda disse que está sendo bem amparado pelo governo federal. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas, está no Acre desde a última quinta-feira, 18, e, segundo Bocalom, fica até a próxima quarta, 24, que é quando o presidente Jair Bolsonaro deverá visitar as regiões do estado atingidas pelos alagamentos.