O Estado de São Paulo atingiu nesta quarta-feira, 17, a marca dos 89,9% leitos de UTI para Covid-19 ocupados, enquanto a Grande SP computou 90,6% de taxa de ocupação. O número mostra um crescimento desenfreado das internações pelo novo coronavírus naquele considerado como o “momento mais crítico da pandemia” no Brasil. “No dia 22 de fevereiro nós tínhamos internados nas nossas Unidades de Terapia Intensiva 6.410 pessoas. Hoje, nós temos 10.756 pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, um aumento de 68%”, afirmou o secretário da Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn. Para ele, além da presença de novas variantes do vírus, a falta de respeito da população às orientações de restrição ajuda na velocidade de propagação da doença. Além dos mais de 10 mil internados em UTIs, o estado tem 14.236 pessoas em leitos de enfermaria. Em relação à semana epidemiológica anterior, São Paulo registrou aumento de 6,9% nas mortes e 6,4% nas internações.

Em relação ao pico da primeira onda da pandemia no Brasil, em julho de 2020, o número de pacientes internados em UTIs aumentou em 72%. Entre os 645 municípios do Estado, 67 atingiram os 100% de ocupação de leitos. Em todo o Estado, mais de 1,4 mil solicitações para localização de leitos para assistência médica em municípios com mais capacidade foram feitas, pelo menos 20% dessas eram referentes a leitos de UTI. “Nós temos uma central reguladora que chama-se cross e a função dela é fazer exatamente com que os pacientes que estejam em uma determinada localização do município, que toda a assistência já tenha chego no limite, possam ser então transferidos para outras regiões, garantindo, dessa maneira, a assistência”, afirmou o secretário de Saúde. Segundo ele, no ano de 2020, 700 pedidos do tipo foram feitos. Até o momento, o Estado registrou 2.243.868 casos de Covid-19 e 65.519 óbitos pela doença.