O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira, 17, o indeferimento do pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para acessar as mensagens trocadas entre promotores da Lava Jato e autoridades brasileiras que foram hackeadas e apreendidas pela Operação Spoofing. O pedido da Ordem, feito após a corte permitir o acesso da defesa do ex-presidente Lula às mensagens roubadas, tinha como argumento a apuração de violações às prerrogativas dos advogados envolvidos no caso. Na decisão, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que os advogados têm direito a acessar os “documentos juntados aos presentes autos que não estejam sob sigilo, permitindo, ademais, a extração de cópias e a obtenção de certidões para a defesa de interesses pessoais, institucionais ou coletivos”.

Na decisão, que data a última segunda-feira, 15, o ministro afirmou, ainda, que nem mesmo o próprio ex-presidente Lula teve acesso a todas as mensagens, ganhando direito a ver apenas as que diziam respeito a eles ou poderiam ser úteis para a defesa. A OAB não foi a única a pedir para ver o material da Operação Spoofing após o STF permitir o acesso da defesa de Lula às mensagens. O deputado Rui Costa (PT-SP), o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto também solicitaram o fornecimento das mensagens. Todos os pedidos foram negados pelo STF.