O Metrô de São Paulo pretende lançar uma concessão dos direitos de nomeação — os chamados “naming rights” — das estações da capital paulista por 20 anos. A proposta prevê que os espaços recebam um nome adicional de um produto ou marca, semelhante ao que ocorre em estádios de futebol, teatros e outros espaços privados do País. Com a mudança, o nome adicional aparecerá abaixo do original com metade do tamanho nas placas, nos totens indicativos e em outros elementos de comunicação visual, que também receberão a logomarca.

A iniciativa é inspirada em exemplos como de Nova York, nos Estados Unidos, Dubai nos Emirados Árabes, Mumbai, na Índia e Kuala Lumpur, na Malásia. No Rio de Janeiro, o metrô da Capital Fluminense também adotou esta ideia. O governo de São Paulo já enviou um documento à Comissão de Proteção à Paisagem Urbana alegando que a companhia estadual tem a necessidade aumentar a arrecadação não tarifária devido ao abalo nos cofres provocado pela pandemia do coronavírus.

Para ir adiante, a proposta dependia do aval da CPPU, que analisa a veiculação de anúncios e marcas em espaços públicos da cidade a partir especialmente da Lei Cidade Limpa, o que ocorreu no dia 10 de fevereiro, com sete votos favoráveis e três abstenções. O conselho também chegou a discutir a possibilidade de limitar o número de estações com naming rights, mas a proposta teve maioria contrária. A concessão poderá ser prorrogada por mais de 20 anos.

* Com informações do repórter Daniel Lian