Adotar o distanciamento no transporte público de São Paulo tem sido um desafio desde o início da pandemia. “Muito cheio, não dá nem para sentar e fica a maior aglomeração”, conta Fábio Junior, que utiliza o transporte todos os dias. Como alternativa para oferecer mais segurança aos passageiros, o governo estadual anunciou nesta terça-feira, 20, uma nova tecnologia em fase de teste: uso de nanopartículas de prata que inativam o coronavírus. A proposta é que elas estejam presentes em películas que revestem vidros, superfícies de apoio e em uma solução aplicada a cada 15 dias. Ricardo bastos, diretor da empresa química que desenvolveu os produtos explica o princípio de funcionamento. “A prata é uma coisa histórica já, obviamente já foi descoberto há muitos anos que a prata inativa o vírus de duas formas: uma pela tração eletromagnética, o polo positivo da prata atrai o polo negativo do vírus. E pela ação mecânica, ela rompe a camada lipídica que tem no vírus, ela quebra aquilo ali.”

A novidade foi aprovada pelos passageiros, como Edgar Bergamini, que trabalha na construção civil. “O que vier de bom para impedir que esse vírus se espalhe é bem vindo”, disse. Por enquanto, a proteção está disponível apenas em um trem da linha vermelha. Segundo o secretário dos transportes metropolitano, Alexandre Baldy, o governo estuda expandir a tecnologia.  O custo estimado para todo o metrô de São Paulo é de R$ 2,7 milhões por ano. “Agora, essa análise interna dentro do metrô, dentro do governo do Estado com a secretaria de saúde e também com apresentação ao mercado. Vocês são fundamentais para atrair empresas que sejam contribuir para que a gente considera realizar o investimento”, afirmou. Os produtos para o primeiro trem foram doados pela empresa fabricante. Em outra frente de combate à Covid-19, começa em maio a imunização de funcionários do metrô e dos trens da CPTM. Segundo Alexandre Baldy, a vacinação começa em 11 de maio, mas vai priorizar pessoas com mais de 47 anos e quem trabalha diretamente na operação.

*Com informações da repórter Carolina Abelin