O secretário-executivo do Ministério da SaúdeRodrigo Cruz, acredita que a vacinação é o melhor caminho para frear a pandemia da Covid-19. De acordo com um estudo do Instituto Butantan feito em Serrana, no interior de São Paulo, a situação foi controlada quando o município atingiu 75% de imunização. Para Rodrigo, independente desses dados, já existia um sentimento de que, quanto mais avançada a vacinação, maiores seriam os bons resultados em relação ao controle da pandemia. “Quer seja com os agravamento dos casos, quer seja com a diminuição da demanda de infraestrutura hospitalar.”

Para os próximos meses, é esperado um alto volume de vacinas — além da produção nacional do insumo farmacêutico ativo, para que esse processo seja otimizado. Em maio, foram entregues mais de 30 milhões de vacinas. Em junho, a expectativa é de pelo menos 40 milhões de doses — 20 milhões da AstraZeneca, 6 milhões da CoronaVac, 12 milhões da Pfizer e pelo menos mais 4 milhões da Covax Facility. Em relação a uma terceira onda da doença, ele afirmou que o Ministério da Saúde trabalha em três frentes: o avanço da imunização, alto volume de testagem e a preparação de insumos. “A gente controla todos os insumos que são utilizados quando vemos um agravamento dos casos. Kit intubação, oxigênio e os equipamentos utilizados para abertura de leitos.”

“A gente observa com muita cautela os países vizinhos, que estão com um ascendente na curva. E reforçamos o discurso de utilizar medidas não-farmacológicas, como manter o distanciamento, preferência por ambientes arejados, uso de máscaras e a higienização das mãos”, finaliza Rodrigo Cruz. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o secretário-executivo da pasta comentou a medida, tomada na última semana, de retomar a vacinação por idade. “Alguns municípios estão com vacinas estocadas por já terem avançado no grupo de comorbidades. Então antecipamos os professores, para que começassem a vacinar os profissionais da Educação. No mesmo sentido, os que já vacinaram esses dois grupos podem avançar para baixo de 59 anos, por ordem cronológica, para dar ritmo a vacinação.”