O Ministério da Saúde pretende formar um estoque regulador dos insumos que compõem o “kit intubação” para evitar novos riscos de desabastecimento. Para isso, o governo federal calcula que este estoque deve conter a quantidade suficiente de remédios para suprir a demanda por três meses, o que representa nove milhões de medicamentos. Formado por sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares, o “kit” contém insumos para realizar a intubação indolor de pacientes com Covid-19. O último mês de abril foi marcado por relatos de falta destes remédios em diversos Estados do país.

Visando estruturar este estoque, o Ministério da Saúde deve adquirir 13 milhões de unidades de medicamentos da indústria nacional, que já foram licitados. Além disso, também está prevista a compra de sete milhões de unidades dos Estados Unidos. A pasta ainda pretende lançar um novo pregão para a compra direta destes insumos com os  laboratórios nacionais e internacionais. Segundo o governo federal, a ideia é usar os produtos disponíveis no estoque conforme as compras forem sendo efetuadas, mas mantendo sempre um estoque mínimo de nove milhões de unidades dos remédios. Apesar de avaliar que a pressão pelos medicamentos diminuiu nas últimas semanas com a queda nas contaminações, a pasta decidiu manter um estoque de três meses para evitar “sustos” como os que ocorreram com a segunda onda de contaminações do coronavírus.

De acordo com o levantamento divulgado na sexta-feira, 7, pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP), os estoques disponíveis do “kit intubação” estão baixos em São Paulo. O balanço aponta que há bloqueadores neuromusculares suficientes para até uma semana em 62% das unidades de saúde das 260 cidades que informaram dados sobre abastecimento. Atualmente, a União não tem estoque dos medicamentos e tudo o que está sendo adquirido é repassado imediatamente aos Estados.

*Com informações do Estadão Conteúdo