O Ministério da Saúde recebeu neste sábado, 20, o primeiro lote de vacinas adquiridas por meio do consórcio global Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a proteção contra o novo coronavírus às nações mais pobres do mundo. Chegarão ao Brasil 1.022.400 milhão de doses do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. As doses foram fabricadas na Coreia do Sul e estão previstas para chegar ao país por volta das 18h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O cronograma prevê que mais 1,9 milhão de doses cheguem ao Brasil até o final do mês de março e outras 6,1 milhões até maio. Segundo a pasta, o acordo com o consórcio é de 42,5 milhões de doses para 2021.

A vacina de Oxford já está sendo administrada no país, ao lado da CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac e fabricado no Brasil pelo Instituto Butantan. O imunizante também recebeu o registro de uso definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O aval permanente da Anvisa é um sinal verde para que o imunizante seja distribuído e utilizado para toda a população prevista na bula — não apenas pelos grupos prioritários permitidos no uso emergencial. Um estudo realizado pela Universidade de Oxford e por pesquisadores brasileiros da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que o imunizante é eficaz contra a variante brasileira do coronavírus, apelidada de P1. O Brasil é um dos 191 países que integram o Covax Facility para a disponibilização de vacinas de 10 laboratórios diferentes.