Em reunião com membros da Frente Nacional de Prefeitos nesta sexta-feira, 19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que o Brasil vai mudar a tática de vacinação contra Covid-19 no país e passará a imunizar os habitantes com todas as doses disponíveis nos estoques, sem reservar a segunda dose para aplicação após alguns meses. “Agora, a partir do dia 23, com a chegada de 4,7 milhões de novas vacinas, a imunização será em 4,7 milhões de brasileiros, não a metade, como estava acontecendo até então. A justificativa é que a pasta tem garantia de produção das doses”, afirmou a Frente Nacional nas redes sociais. O Brasil não vai ser o primeiro país a adotar a tática de vacinação sem reservas de segundas doses. Ainda em janeiro, o Reino Unido, um dos países que mais sofreu com a segunda onda da doença, decidiu imunizar a população em massa e adiar a aplicação do reforço da vacina em até três meses.

O anúncio ocorre poucas horas após o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, ir a público lamentar o atraso de mais de 6 milhões de doses da CoronaVac prometidas pelo Instituto Butantan para o mês de fevereiro. A fabricante do imunizante com tecnologia chinesa afirmou que não conseguiu produzir o número de doses prometidas por causa do atraso da vinda de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China e estipulou que, caso o IFA não sofra novo atraso, as doses restantes devem ser entregues ao longo do mês de março. Das 9,3 milhões de doses prometidas, apenas 2,7 milhões devem ser entregues para distribuição entre os estados.