O diretor executivo da Aliança Brasileira da Industria Inovadora em Saúde (ABISS), José Marcio Cerqueira Gomes, não vê como negativa a queda de 1,5% na produção nacional e nas importações somada ao total das importações do período, descontadas as exportações – de produtos para a saúde no Brasil, em 2020. “Na verdade, esse resultado, segundo o nosso entendimento, ele não é ruim, porque em um ano com tantos problemas como tivemos, diminuir apenas 1,5% de um mercado tão grande, um mercado de 12 bilhões de dólares, não foi o pior resultado”, disse Gomes, que lembra que a queda na indústria geral foi de 4%. Em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o diretor aponta que, em um primeiro momento, houve um aumento enorme de exportações.

Quando a crise de agravou no Brasil, o país precisou importar, mas enfrentou um cenário global bastante difícil. “Houve essa desorganização inicial muito por desconhecimento e falta de preparo global, não foi uma coisa específica do Brasil”, afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã. “Está sob controle a quantidade de EPI. Novos players surgiram no mercado, a importação ficou um pouco estabilizada, a própria produção nacional. Eu não vejo um cenário de falta de EPI nesse momento”, analisou Gomes. De acordo com o diretor executivo, a cadeia global de produção acaba tornando todos os países dependentes um do outro em algum nível. “Nós temos dois grandes parceiros. Um é a China e o outro é os Estados Unidos. A China é o país que a gente mais compra, o principal fornecedor do Brasil e os EUAs é para o qual a gente mais vende”, apontou.