O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu nesta quarta-feira, 17, com os governadores para apresentar o cronograma de entrega, a quantidade de vacinas contra Covid-19 e os contratos de compra de mais imunizantes. O encontro foi solicitado em 31 de janeiro, que é desde quando os comandantes estaduais esperam um cronograma detalhado de como o governo pretende distribuir as vacinas. Segundo o ministro, serão entregues 230,7 milhões de doses até julho de 2021. “Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”, afirmou Pazuello.

Na reunião virtual, o ministro informou que as próximas entregas acontecerão ainda em fevereiro. O Ministério da Saúde aguarda 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, que serão importadas da Índia, e 9,3 milhões da CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac e pelo Instituto Butantan, no Brasil. Para março, estão previstas a chegada de 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca e mais 8 milhões de doses da vacina do Butantan. O governo também está negociando com os laboratórios União Química/Gamaleya, que produz a vacina russa Sputnik V, e Precisa/Bharat Biotech, que produz a indiana Covaxin. Ambos os contratos devem ser firmados ainda nesta semana.

Confira, abaixo, o cronograma de entregas e quantidades previstas em contratos, de acordo com a pasta:

Vacina da AstraZeneca/Oxford (Fiocruz)

Janeiro: 2 milhões (entregues)
Fevereiro: 2 milhões (importadas da Índia)
Março: 4 milhões (importadas da Índia) + 12.900.000 (produção nacional com IFA importado)
Abril: 4 milhões (importadas da Índia) + 27,3 milhões (produção nacional com IFA importado)
Maio: 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Junho: 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Julho: 3 milhões (produção nacional com IFA importado)

Total primeiro semestre: 112,4 milhões de doses

A produção nacional será realizada pela Fundação Oswaldo Cruz. Segundo o Ministério da Saúde, a partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.

Vacina CoronaVac (Instituto Butantan)

Janeiro: 8,7 milhões (entregues)
Fevereiro: 9,3 milhões
Março: 18,1 milhões
Abril: 15,9 milhões
Maio: 6 milhões
Junho: 6 milhões
Julho: 13,5 milhões

Total: 77,6 milhões de doses

O ministério aponta que, até setembro, serão entregues mais de 22,3 milhões de doses da vacina, totalizando os 100 milhões contratados pela pasta

Covax Facility

Março: 2,6 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)
Até junho: 8 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)

Total: 10,6 milhões de doses

Vacina Sputnik V (União Química/Instituto Gamaleya/Rússia)

Março: 400 mil (importadas da Rússia)
Abril: 2 milhões (importadas da Rússia)
Maio: 7,6 milhões (importadas da Rússia)

Total: 10 milhões de doses

Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá produzir, no Brasil, 8 milhões de doses por mês, informa o Ministério da Saúde.

Vacina Covaxin (Precisa Medicamentos/Barat Biotech/Índia)

Março: 8 milhões (importadas da Índia)
Abril: 8 milhões (importadas da Índia)
Maio: 4 milhões (importadas da Índia)

Total: 20 milhões de doses