Na manhã deste sábado, 29, a Polícia Civil do Paraná informou que prendeu um homem suspeito de cometer três latrocínios (roubo seguido de morte) contra homossexuais em Curitiba, entre os dias 16 de abril e 4 de maio. O ‘serial killer’ José Thiago Soroca tinha sido identificado no último dia 17, mas estava foragido. A prisão aconteceu por volta das 7h (horário de Brasília) no bairro Capão Raso, na capital paranaense. O homem é responsável pelas mortes de David Júnior Alves Levisio, Marco Vinício Bozzana da Fonseca e Robson Olivino Paim. No dia 11 ele fez mais um ataque, mas a vítima conseguiu resistir e teve apenas itens furtados. Segundo a delegada Camila Cecconello, da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa, José não apresentou resistência à prisão e confessou os crimes, alegando que o objetivo era roubar alguns objetos das vítimas, mas relatórios da polícia apontam para a existência de um componente de ódio.

“Recebemos denúncias de que ele estaria circulando pela região e também fizemos alguns cruzamentos através do setor de inteligência e conseguimos localizar o José Thiago hospedado em uma pensão. No momento da prisão ele não apresentou resistência. Interrogado quanto as três mortes e a tentativa de homicídio de um quarto jovem, ele confessou os crimes, dando detalhes de como ocorreram as mortes e o que ele levou das vítimas”, disse. Também envolvido na prisão, o delegado Thiago Nóbrega afirmou que, apesar da confissão, haverá mais investigações até a conclusão do inquérito. “Agora as diligências continuam com o intuito de identificar possíveis outras vítimas e para concluirmos todo o trabalho que está sendo realizado em relação a esse serial killer”.

Relembre o caso

Os crimes contra homens gays registrados na cidade de Curitiba ganharam repercussão nas redes sociais após um perfil publicar a identidade das vítimas e levantar a suspeita de que eles teriam sendo alvo de um serial killer. A primeira morte foi do enfermeiro David Lavisio, de 28 anos, que era natural de Londrina, morava em Curitiba e foi encontrado com sinais de tortura e sufocamento no próprio apartamento, no dia 30 de abril, após passar três dias desaparecido. A segunda vítima, encontrada morta no dia 5 de maio, era o estudante de medicina Marcos Vinício Bozzana, de 25 anos, natural da cidade de Campo Grande. Ele também foi encontrado com sinais de sufocamento e tinha o rosto coberto com uma manta. Fora da capital paranaense, a morte do professor universitário Robson Paim, de 36 anos, registrada no dia 16 de abril na cidade de Abelardo Luz (SC), a mais de 400 quilômetros de distância da capital paranaense, pode ter sido o primeiro caso de violência cometida pelo suspeito. Paim, achado morto em um dos quartos da casa na qual morava, teve o carro roubado pelo autor do crime. O veículo foi encontrado na cidade de Almirante Tamandaré, a 15 quilômetros de Curitiba, dias depois.