A polícia do Rio de Janeiro investiga três casos de falta de aplicação de vacinas contra a Covid-19. As ocorrências, também chamados de “vacinas de vento” pela falta de líquido na seringa durante a imunização, aconteceram na capital fluminense, em Niterói e na região metropolitana do Rio. A falta de aplicação acontece da seguinte forma: o profissional da saúde, munido de uma seringa vazia, supostamente aplica a o imunizante no vacinado sem nenhum líquido dentro. Ou seja, não há, de fato, a vacinação. Os casos foram denunciados após acompanhantes de idosos perceberem a falsa aplicação.

No geral, o que era para ser uma filmagem de comemoração se tornou a prova dos crimes. Vídeos mostram o momento de que os profissionais aplicam as seringas vazias, retiram do braço e pressionam o local com algodão. Os técnicos de enfermagem já foram ouvidos e afirmam que as falsas vacinações foram “deslizes não intencionais”. Agora, a polícia fluminense vai investigar os casos e a possível motivação do crime. Os funcionários do Rio de Janeiro, assim como de outros estados em que houve “vacina de vento” confirmada, foram afastados do trabalho. Em alguns locais, autoridades recomendam que os trabalhadores da saúde mostrem, antes da vacinação, a seringa cheia e, posteriormente, o item vazio.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga