A cidade de São Paulo inicia a discussão sobre possíveis revisões para o Plano Diretor do município, em vigor desde 2014 e com validade até 2029. A proposta é promover um estudo e apresentar eventuais mudanças que possam facilitar a vida dos paulistanos, como explica o secretário municipal de Urbanismo e Licenciamento, Cezar Azevedo. “É diminuir as distâncias, é conseguir transformar a cidade de São Paulo em uma cidade mais inclusiva. Melhorar a vida do paulistano, principalmente daquele que vive na periferia, que é quem mais sofre com a pandemia, que é quem mais sobre com essa divisão de espaço territorial”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 10. Para Cezar Azevedo cita entre as propostas a chance de “adensar melhor o centro da cidade”, construindo moradias e reduzindo o déficit habitacional, assim como a ideia de criar novos centros comerciais em áreas mais periféricas do município.

“O Plano Diretor já prevê esse desenvolvimento na periferia, só que não foi aplicado. Com esses estudos, com esse momento que estamos aprimorando de extrato diagnóstico, podemos identificar mais dispositivos eram para ter tido uma eficácia maior e não conseguimos e como aprimorá-los. Então nesse primeiro momento fazemos os estudos, no segundo semestre construímos uma proposta e aí encaminhamos à Câmara, onde começa um terceiro processo de discussão com a sociedade até que ela seja aprovado ou não”, afirmou. De acordo com o secretário, a nova realidade de São Paulo imposta pela pandemia de Covid-19 será considerada e a população, assim como entidades interessadas, pode participar das discussões sobre o tema. “A ideia é construirmos estudos e identificarmos o que precisa ou não ser revisado. Não é criar um novo Plano Diretor, é apenas aprimorá-lo. O Plano Diretor não é de governo A ou B, é da cidade. Quem ganha mais é a população mais vulnerável.”