Mesmo na fase mais aguda da pandemia de Covid-19, a rotina de aglomerações se mantém em um posto de combustíveis na Rua Colômbia, no Jardim Paulista, em São Paulo, explica a presidente da AME Jardins, Daniela Cerri Seibel. “Assistindo os rachas, as exibições, alta velocidade, que são todas infrações de trânsito graves, bem graves. Tinha muito gente assistindo”, conta, reforçando que o expediente segue de quinta-feira até o domingo. “Uma fiscalização mais severa e constante e a instalação de radares ao longo das três vias seria o mais indicado para a gente tentar fazer com que a segurança nessa vida aumente para todos”, pontua. A presidente da Ame Jardins lembra que houve operações policiais bem sucedidas, mas eles sempre voltam quando não há presença da Polícia Militar.

Para tentar inibir esses pontos de aglomerações, a força-tarefa de São Paulo, que engloba as polícias Militar e Civil, Vigilância Sanitária, Procon e funcionários municipais, realizou 12.500 fiscalizações durante o feriado de Páscoa. As ações no Estado de São Paulo resultaram em 70 autuações. Na capital, foram visitados 49 endereços e houve flagrantes em três festas clandestinas. Os fiscais fecharam 30 estabelecimentos, interditaram outros sete e 10 locais foram autuados. A Segurança Pública realizou oito mil combates à aglomerações somente no sábado e domingo. O Procon percorreu 745 pontos, 674 no interior e 71 na capital, com 18 estabelecimentos autuados. A Vigilância Sanitária realizou, entre a noite de quinta-feira e o domingo de Páscoa, 3.615 inspeções no Estado. Em São Bernardo do Campo, a Guarda Civil Municipal Bernardo encerrou dois pancadões, com a dispersão mais de 1.500 pessoas.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos