Em sessão da comissão do Senado que discute medidas de enfrentamento ao coronavírus, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a judicialização para entrega de doses da vacina CoronaVac e afirmou que se todos procurarem a Justiça não haverá “doses pra todo mundo”. Aos parlamentares, Queiroga citou o caso da cidade de João Pessoa, que diante da falta de imunizantes para a aplicação da segunda dose, teve que garantir as vacinas por decisão judicial. “Só que, se todos judicializarem, não há doses para todo mundo. Não é a judicialização que vai resolver esse problema. O que resolve isso aqui são políticas públicas efetivas, que é o que nós temos tentado colocar em prática no ministério”, disse.

Queiroga ressaltou que a previsão é de que novas doses da CoronaVac só sejam distribuídas pelo Instituto Butantan em 10 dias. O ministro também disse, sem dar detalhes, que a pasta deve emitir, nos próximos dias, uma nota técnica sobre a aplicação da segunda dose de vacinas contra a Covid-19. “Em face do retardo de insumo vindo da China para o Butantan, há dificuldades com essa segunda dose”, explicou. Durante a audiência, Queiroga também anunciou que o primeiro lote de vacinas da Pfizer chega ao Brasil na quinta-feira, 29. “Temos trabalhado fortemente para conseguir mais doses. Chegará primeiro lote da vacina da Pfizer no dia 29 no aeroporto de Viracopos. São doses prontas e o Ministério da Saúde já organizou a logística para essa vacina, que tem a peculiaridade em relação à cadeira de frio. Temos capacidade para aplicar a vacina da Pfizer com bastante segurança”, disse.