Subiu para 28 o número de mortos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na operação realizada na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 6. Deste total, uma das vítimas fatais era um policial. A informação foi confirmada pela assessoria da polícia na noite desta sexta-feira, 7. Entretanto, não foi revelado como as novas vítimas fatais foram registradas. Nas redes sociais, moradores da comunidade relataram que houve abuso da polícia durante a operação, com denúncias que vão de invasão de residências e confisco de celulares a execução de pessoas. Em entrevista coletiva na tarde de quinta, a Polícia Civil afirmou que a Operação Exceptis foi completamente legal. “A Polícia Civil não entra em comunidade nenhuma para praticar execuções, mas às vezes precisamos revidar. A Polícia Civil entra para cumprir mandados de prisão deferidos pela Justiça. Sendo assim, a operação deflagrada foi baseada em um inquérito judicial e ocorreu completamente dentro da legalidade”.

Mais cedo, procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, pediu esclarecimentos ao governo do Estado do Rio de Janeiro sobre a operação. O ofício foi assinado nesta sexta, 7, e pede que o governador Cláudio Castro (PSC), o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, e outras autoridades e órgãos estaduais esclareçam as circunstâncias nas quais a operação aconteceu. Além disso, a PGR menciona a possibilidade de responsabilização caso seja comprovado o descumprimento da liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringia a realização de operações do gênero a “casos excepcionais” durante a pandemia da Covid-19.