O governo de São Paulo estuda ampliar a vacinação para profissionais da área da educação. Desde o último sábado, o imunizante contra a Covid-19 está sendo aplicado em professores, diretores, monitores, secretários, merendeiras, faxineiras e auxiliares do setor que tenham mais de 47 anos. O secretário Estadual de Educação, Rossieli Soares, disse que a gestão cogita aplicar as doses também nos motoristas do transporte escolar e em trabalhadores abaixo dos 47 anos. “Nós estamos estudando duas coisas: tanto outras categorias que ainda não entraram, como motoristas de vans, mas também para outras idades. Estamos estudando as duas coisas que dependem do cumprimento do calendário de entrega das vacinas. É importante continuar com a fila por idade e também continuar avançando com os profissionais da educação.”

O secretário esteve na Escola Estadual Eliza Raquel Macedo de Souza, em Lajeado, Na Zona Leste de São Paulo. Ele acompanhou o retorno presencial às aulas e também a vacinação de profissionais da educação contra a Covid-19. Apesar do desejo de ampliar a imunização, Rossieli Soares afirmou que a volta às aulas presenciais não pode ser condicionada à vacina. “Nós não podemos atrelar o retorno somente à vacinação. É muito importante também porque as crianças e os jovens precisam da escola. Todo esforço que podemos fazer para que tenhamos cada vez menos interrupção nas escolas é preciso fazer, seja com a vacinação ou com outras questões que a gente possa e precise resolver. É fundamental que a volta às aulas aconteça com o cumprimento dos protocolos, tudo aquilo que a gente sabe que dá certo no ambiente escolar.” As escolas estaduais de São Paulo tem até esta terça-feira, 13, para receber pais e alunos para orientação; a partir de quarta-feira, o ensino presencial será retomado. Já nas escolas municipais da capital, o retorno aconteceu nesta segunda-feira. À tarde, um grupo de professores protestou contra a volta em frente à Prefeitura; eles usaram cartazes e um caixão. Os professores alegam que a pandemia está fora de controle e que não há condições das escolas reabrirem para aulas presenciais.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini