O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, negocia com o ministro da Defesa, Braga Netto, o apoio das Forças Armadas no combate à pandemia da Covid-19. “Conversei com Braga Netto. Por determinação e apoio do presidente da República, que está pessoalmente empenhado em aumentar a cobertura vacinal no país, teremos apoio das FFAA — seja na logística de distribuição das vacinas ou através do corpo técnico da área da saúde ajudando os estados e municípios a vacinar a população brasileira de maneira muito efetiva”, afirmou. De acordo com ele, essa participação já existe e vai ser ampliada.

Queiroga conversou com a imprensa ao lado da diretora da OPAS no Brasil, Socorro Gross, sobre a reunião com o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom. De acordo com ele, para além dessa ação interministerial, o Ministério da Saúde tem com a OMS e a OPAS um acordo de colaboração técnica para ampliar a produção de vacinas no Brasil. Essas duas grandes indústrias, o complexo Biomanguinhos e autoridades sanitárias vão verificar a adequação dos parques industriais que produzem vacinas animais para utilização na produção de vacinas para uso em humanos.

“Não só para abastecer o mercado interno e ampliar a capacidade de vacinação, mas também porque o Brasil, como líder mundial e na América Latina, possa oferecer em um futuro próximo, se tudo der certo como programamos, oferecer vacinas para os outros países”, declarou. Ele acrescentou que trabalha ao lado das organizações na busca de insumos, como é o caso do “kit intubação” que conta com medicamentos sedativos, hipnóticos e bloqueadores neuromusculares. “Colaboramos com a OPAS para conseguir repor os estoques reguladores para que essa operação seja menos sofrida.”

Marcelo Queiroga ainda acrescentou que a ordem é evitar lockdown, além de discutir e prestar assistência devida aos Estados e municípios. Ele reforçou a necessidade de ampliar a vacinação no país e colocou como meta imunizar, em abril, pelo menos um milhão de brasileiros por dia. “Nossa prioridade é ampliar a campanha de vacinação. A carência de vacina não é só no Brasil, é mundial. Até países desenvolvidos encontram dificuldades. No Brasil, temos o Instituto Butantan e a Fiocruz com acordo de compartilhamento de tecnologia para produção de IFA nacional e isso garante uma autonomia maior para a produção de vacinas, sem eventuais demoras de exportação.”.