A pressão colocada no governo norte-americano pelos familiares das vítimas do atentado de 11 de setembro de 2001 pode fazer efeito mesmo 20 anos depois. No próximo mês, a tragédia que matou mais de 3 mil pessoas entre homens, mulheres, crianças e socorristas completa duas décadas. Desde então, os familiares costumam se reunir, na data, no local em que os prédios das Torres Gêmeas ficavam em Manhattan, em Nova York, para homenagear as pessoas no maior atentado terrorista da história dos Estados Unidos. Neste ano, a história pode ser um pouco diferente. As pessoas estão enviando cartas à Casa Branca pedindo para que o atual presidente do país, Joe Biden, não compareça à cerimônia oficial e nem em outras paralelas que possam acontecer.

A Casa Branca respondeu que as famílias estão pedindo para o governo liberar o acesso a cerca de 25 mil páginas das investigações que comprovariam a ligação das autoridades sauditas com os atos de terrorismo. A informação foi confirmada pela associação das famílias das vítimas do atentado. O FBI disse, em resposta, que está na fase final das investigações quase 20 anos depois. Neste momento, os agentes estariam fazendo uma revisão em todos os documentos. Só então eles podem ter uma resposta sobre os extras que foram reivindicados. O governo Joe Biden emitiu uma nota e o presidente se comprometeu, como candidato, a divulgar o máximo de informações possíveis. Ele também confirmou que o governo não está ignorando as cartas, tampouco os pedidos. Biden expressou apoio ao departamento de Justiça em comunicado e prometeu que estaria pessoalmente comprometido em liberar esses documentos.

*Com informações do correspondente Eliseu Caetano