O presidente norte-americano, Joe Biden, se reuniu nesta sexta-feira, 30, com líderes da oposição cubana que moram nos Estados Unidos. Biden se comprometeu a endurecer ainda mais a resposta à repressão nas manifestações pelo fim da ditadura. O tesouro americano vai congelar contas de dois comandantes das forças policiais e integrantes da Força Nacional de Polícia, apontada como responsável por cercear com violência as manifestações que começaram no dia 12 de julho. Os líderes políticos dos opositores cubanos pedem mais apoio para os protestos, os maiores contra a ditadura comunista nos últimos 20 anos.

Biden disse que estuda medidas para permitir a transferência de dinheiro entre moradores dos Estados Unidos e manifestantes de Cuba. Atualmente, as transferências podem ser taxadas e parte do dinheiro acaba no cofre do governo cubano. O presidente também afirmou que trabalha num plano para oferecer comunicação sem fio até a ilha e aumentar o número de funcionários da embaixada americana em Havana. Os protestos contra o governo começaram no início do mês diante da pior crise econômica do país e por causa da alta recorde no número de infecções pelo coronavírus. Milhares de manifestantes foram às ruas revoltados com a falta de itens de necessidade básica, com as leis que limitam direitos e exigindo mais cuidados contra a pandemia.

*Com informações da repórter Letícia Santini