O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento à nação nesta quinta-feira, 26, sobre o atentado terrorista que deixou 12 militares norte-americanos mortos, 15 feridos e pelo menos 60 civis afegãos sem vida nesta tarde. Ele considerou o momento como um “dia difícil” e lembrou do filho, Beau Biden, que serviu em Kosovo por um ano e foi diagnosticado com um câncer que tirou sua vida em 2015. “Temos alguma noção, assim como muitos de vocês, do que as famílias destes bravos heróis estão sentindo hoje. É como se estivéssemos sendo sugados por um buraco negro bem no meio do nosso peito. Não há escapatória. Meu coração dói”, disse. Ele citou a “obrigação” que os EUA têm com os familiares dos militares mortos e considerou que as vidas deles foram “dadas a serviço da liberdade, da segurança e a serviço dos outros e a serviço da América”.

Biden também mandou um recado para aqueles que articularam o ataque e para “qualquer um que deseje o mal” dos Estados Unidos. “Nós não vamos esquecer, nós não vamos perdoar, nós vamos caçar vocês e fazer vocês pagarem”, pontuou. Ele disse que a situação no local ainda está em desenvolvimento, pontuou que orientou o Pentágono a dar o máximo de apoio necessário aos que estão no país asiático e disse que busca as lideranças responsáveis pelo ataque. “Vamos responder com força e precisão na hora e no lugar que escolhermos. O que vocês precisam saber é que os terroristas do Estado Islâmico não vão vencer, nós vamos retirar os norte-americanos de lá, vamos retirar também os nossos afegãos aliados e a nossa missão vai continuar. A América não vai ser intimidada”, afirmou, antes de pedir um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

A dupla explosão registrada nas imediações do aeroporto de Cabul no começo do dia foram reivindicadas pelo Isis-K, braço do Estado Islâmico no Afeganistão. Ainda no começo da semana, Biden tinha comentado sobre o risco iminente de um ataque articulado pelo grupo ao falar que não pediria o adiamento do prazo final para saída das tropas do país, que é dia 31 de agosto. Mesmo com a morte dos 12 militares, o chefe do Comando Central dos EUA, general Kenneth McKenzie, afirmou que a missão de evacuação do aeroporto vai continuar, disse que cerca de cinco mil pessoas aguardam no aeroporto para deixar o país e negou que qualquer tropa adicional fosse enviada para ajudar na retirada dos que restam na região, alegando que o país tem o necessário para se defender. A estimativa do governo norte-americano é de que cerca de 90 mil pessoas tenham deixado a região nas duas últimas semanas.