O governo do Chile anunciou nesta quinta-feira, 5, que a partir do próximo dia 11 iniciará um programa de “doses de reforço” contra a Covid-19, usando a vacina de Oxford/AstraZeneca para todos aqueles com mais de 55 anos que já completaram sua imunização com a CoronaVac. A dose de reforço terá como prioridade os idosos e será administrada na mesma ordem em que as segundas doses do esquema original foram administradas. “Considerando a evolução ao longo do tempo da eficácia das vacinas e o risco colocado pela variante Delta e depois de consultar os especialistas, decidimos iniciar um reforço da vacinação”, disse o presidente do Chile, Sebastián Piñera, em posicionamento. O anúncio ocorreu dois dias após o Ministério da Saúde (Minsal) publicar um estudo que mostrou a diminuição da eficácia das vacinas CoronaVac e Pfizer ao longo do tempo. A pesquisa foi denominada como “Efetividade do Programa de Vacinação contra a SARS-CoV-2”. Isso não quer dizer, porém, que a CoronaVac seja ineficaz.

A expectativa é de que cerca de duas milhões de pessoas com 55 anos ou mais recebam vacinas do tipo nas próximas quatro semanas. “Esperamos que com essa dose de reforço nossos idosos fiquem mais protegidos caso aumente a presença da variante Delta ou o aparecimento de outras, como ocorreu nesta pandemia”, disse o ministro da Saúde, Enrique Paris. As autoridades afirmaram que a decisão foi tomada em reunião com diversos especialistas, até mesmo com membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão que chegou a pedir uma “suspensão” global da terceira dose por causa da desigualdade de distribuição dos imunizantes no mundo. Até o momento, mais de 80% de população-alvo do país, o que representa mais de 15 milhões de pessoas dos 19 milhões de habitantes do país, foram vacinadas.

*Com inormações da EFE