Um menino de três anos natural da cidade de Sacramento, capital da Califórnia, está entre os mais de 100 cidadãos norte-americanos que não conseguiram ser evacuados do Afeganistão após a retomada do poder por parte do Talibã e foram “deixados para trás” pelas tropas dos Estados Unidos, que finalizaram a operação de retirada do país nesta segunda-feira, 30. De acordo com o canal de TV ABC 7 San Francisco, o menino, que não teve identidade revelada por motivos de segurança, estava acompanhado dos pais, que também são cidadãos norte-americanos. O advogado especializado em veteranos James Brown tenta fazer a retirada da família do país desde o último domingo, 29, e afirmou que foi informado sobre a situação deles após a ligação de um cliente. Ele contatou a Casa Branca, a Secretaria de Defesa e a de Estado do país em busca de ajuda para o grupo.

Segundo ele, a congressista Jackie Speier escreveu uma carta destinada ao governo pedindo a retirada imediata da família, que foi até o aeroporto, mas terminou sendo agredida por membros do Talibã em um dos pontos de bloqueios do grupo. “Eles foram alvos de agressões físicas no portão do aeroporto e foram enviados de volta”, narrou o advogado ao canal norte-americano. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, confirmou ainda na segunda-feira, 30, que um grupo de cidadãos foi deixado no país. “Ainda temos um pequeno número de americanos, menos de 200, algo em torno de 100, que continuam no Afeganistão e querem sair. Estamos tentando determinar exatamente quantos eles são e faremos o possível para ajudá-los”, afirmou. A ajuda aos que foram deixados para trás, porém, não foi detalhada pelo governo, que anunciou o fechamento da embaixada dos EUA em Cabul e disse que todos os diplomatas do local seriam transferidos para o Catar.