O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou nesta quarta-feira, 11, que o embargo econômico, comercial e financeiro aplicado pelo governo dos Estados Unidos impede que a população do país caribenho tenha livre acesso à internet. “Nova Nota Informativa do Departamento de Estado americano confirma que os serviços de comunicação e informação entre Cuba e os EUA, incluindo a internet, estão proibidos por lei e por política, exceto pelas exceções descritas nela”, escreveu o ministro cubano em sua conta no Twitter. “O bloqueio (como é conhecida a política de embargo dos EUA na ilha) impede que os cubanos tenham livre acesso à internet”, acrescentou Rodríguez. Os tweets do ministro foram uma resposta a um comunicado do Departamento do Tesouro americano, que nesta quarta estimulou indivíduos e empresas sob jurisdição dos EUA a agir para fornecer serviços de telecomunicações e internet em Cuba.

As exceções detalhadas pela pasta estão em sua maioria contidas nos Regulamentos de Controle de Ativos Cubanos (CACR) e incluem autorização para iniciar, sob a jurisdição dos EUA, transações, incluindo pagamentos, relacionadas com a prestação de serviços de telecomunicações para Cuba. “Isso inclui conexão à internet, dados, telefone, telégrafo, rádio, televisão, serviços de agência de notícias e outros serviços similares, independentemente do meio de transmissão, inclusive via satélite”, disse o Departamento do Tesouro. Em meados de julho, o governo cubano restringiu o serviço de internet após os protestos de 11 de julho, cortando as conexões por dias para a maioria da população. Depois disso, o presidente americano, Joe Biden, anunciou que seu governo estava avaliando todas as opções disponíveis para proporcionar acesso à internet à população cubana, o que, segundo ele, ajudaria a contornar a censura.

O serviço de internet em Cuba foi restabelecido e está funcionando normalmente, mas o acesso a veículos de imprensa com posições críticas ao governo ou de oposição ainda está vetado, o que já ocorria antes das manifestações. O Senado americano aprovou nesta quarta-feira uma emenda que visa facilitar o livre acesso à internet na ilha através da criação de um fundo de orçamento para impulsionar um serviço “aberto e sem censura”. Após a aprovação da emenda e de toda a iniciativa orçamentária apresentada pelos democratas no valor de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,27 bilhões, na cotação atual), o texto deve agora passar a aprovação da Câmara dos Representantes dos EUA.

*Com informações da EFE