Ao menos cinco pessoas, três delas menores de idade, morreram neste domingo após uma explosão ocorrida em uma casa perto do aeroporto internacional de Cabul, onde as tropas estrangeiras realizam a fase final das evacuações, informaram fontes oficiais à Agência Efe. O ataque foi causado por “um míssil que atingiu uma casa localizada no distrito 15 da capital” afegã, disse Qari Rashed, oficial da Polícia de Cabul. Até o momento, “cinco civis, incluindo três menores, morreram no incidente”, detalhou, em condição de anonimato, um médico do hospital de Khairkhana, para onde foram levadas as vítimas. Segundo agências internacionais, o alvo da explosão eram pessoas suspeitas de serem integrantes do Estado Islâmico-Khorasan, o Isis-K. De acordo com um funcionário norte-americano, um carro que levava um homem-bomba ao aeroporto foi atingido.

O canal de notícias afegão “Tolo” afirmou que a explosão ocorreu em Khajeh Baghra, uma área residencial nos arredores do aeroporto. Conforme os talibãs, o atentado foi causado por um míssil disparado pelos Estados Unidos. “Perto do aeroporto de Cabul, um suposto automóvel foi alvo de uma operação das forças americanas e, como resultado, o motorista morreu”, declarou à Agência Efe o porta-voz talibã Bilal Karimi. A capital afegã estava em alerta máximo no domingo por possíveis ataques terroristas. Segundo agências internacionais, neste domingo, 28, os bancos do país abriram pela primeira vez sob o novo governo do Talibã, permitindo apenas pequenos saques para clientes que lotavam as agências.

Neste sábado, 28, outro ataque feito pelo Exército dos EUA matou dois supostos membros do Estado Islâmico e deixou um terceiro ferido. O presidente Joe Biden divulgou um comunicado ontem afirmando que o ataque “não seria o último” e que o país buscará todos os responsáveis pelo atentado que aconteceu na última semana perto do aeroporto de Cabul, que deixou dezenas de mortos, entre eles 13 militares americanos. Os Estados Unidos tem até esta terça-feira, 31, para retirar todas as tropas do Afeganistão. A operação foi iniciada neste sábado, sendo que já foram evacuadas do país mais de 111 mil pessoas. A ação de retirada das tropas é criticada internacionalmente pelos ares de “improviso” e gerou, ao longo de duas semanas, uma sequência de imagens de desespero em manchetes ao redor do mundo.

* Com informações da EFE