Uma onda de calor causada por uma massa de ar quente que cruza o território da Grécia pode ser responsável pelas maiores temperaturas registradas em 35 anos no país europeu. A expectativa é de que, por uma sequência de dias, os termômetros ultrapassem os 45ºC no país, que já recebe turistas para as férias de verão do continente. Segundo meteorologistas locais, as temperaturas altas não estarão restritas ao período de sol: à noite, os termômetros não devem ficar abaixo de 30ºC. O diretor do Serviço Meteorológico Nacional, Theodoros Kolydas, descreveu a onda de calor como “perigosa” e informou que deverá atingir o seu pico na segunda, 2, e terça-feira, 3, com uma desaceleração particularmente lenta, que durará até o final da próxima semana. Salas climatizadas foram oferecidas por uma série de municípios tendo como foco a população mais vulnerável e sem acesso a ar condicionado.

A Associação Médica de Atenas pediu aos cidadãos que se hidratem, evitem bebidas alcoólicas e tomem banho com frequência, evitando sempre fazer viagens ou atividades fora de casa nos horários mais quentes, especialmente no centro da capital Atenas, onde a alta poluição do ar piora as condições de temperatura. O Ministro da Proteção ao Cidadão, Mijalis Jrisojoidis, deu entrevista coletiva pedindo aos cidadãos que evitem qualquer atividade que possa causar incêndios e consumam água e eletricidade de forma cautelosa para evitar cortes energéticos, frequentes em períodos quentes. A maior onda de calor registrada na Grécia ocorreu no verão de 1987, quando após 11 dias de altas temperaturas cerca de três mil pessoas morreram.