Autoridades do Haiti informaram neste domingo, 15, que o número de mortos após registro de um terremoto no país chegou a 724. Ao todo, mais de 2.800 pessoas estão feridas, números que podem aumentar, já que mais vítimas estão presas sob escombros de escolas, hotéis, igrejas e hospitais danificados ou totalmente destruídos após o tremor de magnitude 7.2 na Escala Richter. “Precisamos mostrar muita solidariedade neste momento de emergência”, declarou o primeiro-ministro do país, Ariel Henry, em posicionamento oficial após o desastre. As ruas de Les Cayes, cidade mais afetada pelos tremores, registraram uma série de pessoas dormindo ao ar livre com medo de uma nova ocorrência do tipo.

Uma brigada médica com 253 profissionais foi enviada por Cuba ao país ainda neste domingo. Bombeiros de Quito, no Equador, especialistas em resgates pós-terremoto, também se preparam para ir até o país. México, Chile, Argentina, Peru e Venezuela também ofereceram ajuda, assim como a Espanha. A atleta japonesa Naomi Osaka, que tem pai haitiano, afirmou que doará todo o valor recebido no próximo torneio que ganhar às vítimas da tragédia. O tremor registrado neste sábado foi ainda mais forte do que o ocorrido em janeiro de 2010 no país, que deixou boa parte da capital Porto Príncipe e cidades vizinhas em ruínas, matando mais de 200 mil pessoas. Na ocasião, mais de 1,5 milhão de pessoas perderam as próprias casas, afundando o país ainda mais em uma crise social e política. Alguns dos prédios que caíram há uma década não tinham sido completamente reerguidos até agora.