O Exército dos Estados Unidos confirmou a agências internacionais de notícias nesta segunda-feira, 16, que pelo menos sete pessoas foram mortas durante o caos registrado no aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul, tentando embarcar em aeronaves militares para deixar o Afeganistão após o Talibã retomar o comando do país. Entre as vítimas estão pessoas pisoteadas, vítimas de tiros de armas de fogo e aqueles que foram filmados caindo de um avião quando a aeronave decolou. As forças nacionais também confirmaram que dois homens armados foram mortos em ocasiões diferentes no aeroporto por soldados norte-americanos nas últimas 24 horas. Os voos de retirada dos cidadãos e de alguns afegãos do país chegaram a ser suspensos, mas foram retomados ainda na tarde desta segunda. A operação de voos comerciais ainda está paralisada. 

A embaixada dos EUA em Cabul pediu que os cidadãos não tentassem embarcar em aeronaves até que eles tivessem permissão do país. A expectativa do governo de Joe Biden é de que pelo menos 30 mil pessoas sejam retiradas do local, entre estadunidenses e afegãos que pediram asilo por estarem ameaçados na nação da Ásia Central (defensores dos direitos humanos, juízes e artistas). O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, afirmou durante uma união de emergência para discutir a situação do país que o mundo deve se unir contra o que ele considerou uma “ameaça terrorista global”. “A comunidade internacional precisa se unir para ter certeza de que o Afeganistão nunca mais será usado como plataforma ou porto seguro para organizações terroristas”, afirmou. A reunião foi realizada em Nova York e foi convocada ainda no sábado, quando as tropas insurgentes começaram a cercar Cabul. Guterres também pediu que os países se unam para proteger os direitos humanos internacionalmente e a liberdade de todas as pessoas.