Um refugiado de 40 anos com nacionalidade da Ruanda foi preso nesta segunda-feira, 9, após confessar o assassinato de um padre de 60 anos identificado como Oliver Lemaire em uma vila da região de Vendée, na França. Ainda em 2019, o governo do país europeu tinha requisitado que o homem deixasse a região por ser um imigrante ilegal. Ele se tornou o principal suspeito de causar o incêndio em uma catedral gótica de Nantes que queimou um órgão centenário e danificou vitrais, fez pedido de asilo – que foi negado – e foi acolhido pelo padre enquanto esperava julgamento. Segundo a mídia francesa, o suspeito tinha pedido ajuda psiquiátrica no mês de julho e podia ter problemas mentais. A morte de Lemaire causou comoção nacional, principalmente entre opositores de Emmanuel Macron, que devem usar o discurso anti-imigração para tentar ganhar do político no próximo pleito eleitoral.

“Estou terrivelmente chocado com a morte do padre que abriu as suas próprias portas para seu assassino. O que esse homem ainda estava fazendo na França?”, questionou Bruno Retailleau, político da extrema-direita do país. Também da extrema-direita, a principal opositora de Macron, Marine Le Pen, também culpou o governo. “Na França, você pode ser um imigrante ilegal, tocar fogo em uma catedral, não ser expulso e cometer outro crime assassinando um padre”, disse. O presidente do país também lamentou a morte do religioso e disse que ele carregava o amor pelos outros nas próprias feições. “Em nome da nação, presto uma homenagem ao padre Olivier Maire”, disse. O assassinato não é investigado como terrorismo e a motivação do crime ainda não foi desvendada.