A União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra Moscou, que ataca a Ucrânia pelo terceiro mês. Dentre as novas medidas, está a eliminação de todas as importações de petróleo bruto russo nos próximos seis meses e de combustíveis até o final do ano. Entretanto, para isso acontecer, é necessário que os 27 Estados-membros participantes do bloco concordem. Até o momento, Hungria e Eslováquia, bastante dependentes da energia russa, já mostraram não serem de acordo com essa decisão. Por essa razão, vão ganhar um tempo maior para deixarem os produtos russos – vão ter até o final de 2023. “Esta será uma proibição completa de importação de todo o petróleo russo, marítimo e por oleoduto, bruto e refinado”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantindo que a eliminação será gradual para que seja possível garantir rotas alternativas de abastecimento e minimizar o impacto nos mercados globais.

Nesta sexta rodada de nações, mais três medidas foram adotadas: desconectar três bancos russos – Sberbank, Banco de Crédito de Moscou e Banco Agrícola Russo – do Sistema Global de Transferência Bancária, Swift; sancionar 58 personalidades, sendo uma delas o chefe da Igreja Ortodoxa russa, o patriarca Kirill – aliado de longa data do presidente Vladimir Putin e se tornou um dos principais apoiadores da agressão militar -, e a esposa, filha e filho do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov; banir três emissoras russas da União Europeia. Os representantes dos Estados-membros vão se reunir na próxima quarta-feira, 11, para discutir e potencialmente aprovar a proposta.

Junto a divulgação da nova rodada de sanções, a União Europeia também informou que vai aumentar de maneira considerável o apoio militar à Moldávia, país que faz divisa com o sul da Ucrânia e que um general russo informou que Putin tem interesse em dominar – o local conta com uma região separatista pró-Rússia. “Prevemos para este ano aumentar consideravelmente nosso apoio à Moldávia entregando equipamentos militares para suas Forças Armadas”, declarou Michel durante uma entrevista coletiva conjunta em Chisinau com a presidente moldávio Maya Sandu, uma política pró-Ocidente. “A UE é completamente solidária com seu país, a Moldávia. É nosso dever europeu ajudar e apoiar seu país e aumentar nosso apoio, a sua estabilidade, segurança e integridade territorial”, acrescentou.

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